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Cinco pensamentos sobre a maternidade que nos deixam ‘Tully’, um filme brutalmente honesto estrelado por Charlize Theron (sem spoilers)

Sexta-feira, 22 de junho ‘Tully’ estreou, o filme mais brutalmente honesto sobre a maternidade, estrelado pelo grande Charlize Theron com o qual você certamente se sentirá identificado. A atriz se coloca no lugar de Marlo, uma mãe com três filhos, o último deles recém-nascido, que está agitado e sem freios para a depressão pós-parto até que ela ganha vida Tully (Mackenzie Davis), uma jovem babá que Isso fará você repensar tudo.

Eu não vou fazer spolier porque a maioria de vocês ainda não o viu, mas dizemos a você cinco pensamentos sobre a maternidade que o filme nos deixa isso fará você pensar em sua própria maneira de viver no pós-parto e na maternidade em geral.

Em ‘Tully’, Marlo vive a mesma situação que muitas mães com filhos pequenos e um bebê recém-nascido. Ele passa muitas horas em casa cuidando de seus filhos, seus dias ocorrem entre trocas de fraldas, amamentação, cuidar da casa, preparar comida, levar e levar crianças para a escola, lição de casa … E nada mais, nem nada menos. Um trabalho invisível que não é avaliado, mas qual é o mais importante de todos: parentalidade.

Abaixo deixo o trailer para você abrir a boca e depois o cinco reflexões sobre a maternidade que o filme nos inspirou.

1) “Ser mãe não significa deixar de ser um”

A própria Charlize Theron disse isso em uma entrevista e não posso concordar mais. É algo importante para ficar bem claro a partir do momento em que pegamos nosso bebê nos braços pela primeira vez, e eu diria isso antes, quando pensamos em ser mãe.

Damos-nos em corpo e alma ao nosso bebê, as crianças são o que mais adoramos neste mundo, mas devemos repetir-nos como mantra todos os dias “não pare de ser você mesmo”. É fácil confundir dar amor com entregar tudo o que somos a tal ponto que nossa própria identidade se dissolve.

É essencial que, embora sejamos mães agora, nossa essência não se esvai e continuemos sendo nós mesmos, mantendo nossos hobbies, nossas amizades (embora algumas possam se perder no caminho, isso é normal) e dedicar algum tempo a nós mesmos.

2) Faça acordos com seu parceiro

O marido de Marlo não é exatamente um pai envolvido na criação dos filhos, e muitas mulheres vivem essa situação em casa.

Por isso, é importante fazer acordos com o casal sobre criar os filhos, porque uma mãe solteira não pode com tudo, a rotina se torna esmagadora e cansativa se você não tiver seu parceiro. Ser pais é uma questão de dois, então estabeleça pequenos acordos como “Você cuida dos banheiros, eu janto.” “Hoje à noite eu acordo, amanhã você”. Linhas básicas sobre ocupações que não são apenas obrigação da mãe.

Por outro lado, é o relacionamento. É verdade que, quando um bebê chega em casa (depois outro e outro), a dinâmica do casal é modificada. Não somos mais apenas um casal, mas agora também somos uma família. Esse “além” é muito importante, porque não devemos esquecer que ainda somos um casal.

3) Deixe-se ajudar

Quem nos vendeu que as mães podem com tudo? Aquele falso elogio de que somos super-mães, que as mães chegam a tudo e fazem tudo bem, longe de ser um elogio isso nos machuca muito.

Se você sentir que sua cabeça está prestes a explodir com a carga mental que ela suporta e que seu corpo não pode mais, não tente ser uma ‘super-mulher’. Nós mães tentamos cuidar de tudo, acreditamos que podemos com tudo, mas não há nada errado em reconhecer que precisamos de ajuda.

A exaustão dos pais pelos pais é uma realidade e não é brincadeira. O estado de extrema exaustão pode se tornar uma espiral descendente que leva à depressão.

Se você perceber que está sobrecarregado, que não pode fazer tudo, converse com seu ambiente para encontrar uma solução e deixe-se ajudar. Algo que Marlo no filme inicialmente não aceita de bom grado, mas acaba sendo uma conduta segura para recuperar sua identidade.

4) Tire um tempo para si mesmo

Você me dirá: “com tudo o que tenho que fazer, não tenho mais um minuto”. É uma questão de organização e, como dissemos acima, de pedir ajuda e deixar-se ajudar. E, claro, que seu parceiro está envolvido no cuidado do bebê. Seu parceiro pode cuidar do bebê enquanto você toma um banho relaxante, enquanto caminha, corre ou faz um passeio de bicicleta … o que quiser.

Embora possa parecer uma contradição, ter tempo para você o ajudará a ser uma mãe melhor, porque mesmo que sejam alguns minutos, esse tempo o ajudará a encontrar-se e se você estiver bem, seus filhos também serão.

Modificar o cenário e realizar outra atividade que não seja cuidar do bebê muda completamente a paisagem. Embora não passem de quinze ou vinte minutos por dia, recupere o que mais gostou, mude o foco dos cuidados e invista-os em si mesmo.

5) Não se isole

É fácil cair em isolamento quando temos crianças pequenas para cuidar. A rotina nos leva até percebermos que não conversamos com uma pessoa adulta o dia inteiro.

Isso está prejudicando nossa auto-estima, sentindo-se cada vez mais sozinho. Não queremos ver ninguém, paramos de cuidar de nós mesmos porque não vamos sair de casa o dia todo, paramos de visitar amigos e fazer planos porque todos se tornam um distúrbio.

Saia de casa, fuja do isolamento e, acima de tudo, não deixe de lado suas amizades por ter se tornado mãe. Se você não sentir mais afinidade com eles porque vive realidades diferentes, procure novas amizades em outros ambientes. Converse e interaja com outras pessoas.

Já dissemos isso muitas vezes. A maternidade é uma experiência brutalmente transformadora, bonito, mas difícil, emocionante, mas também com estágios muito difíceis. Portanto, depois de assistir ao filme, reorganize suas prioridades, mude o foco e viva seu pós-parto (e sua maternidade em geral) com uma atitude realista e positiva.

Um ótimo trabalho da atriz sul-africana Charlize Theron, que reconheceu que não poderia ter feito o filme antes de ser mãe, porque somente quem passou por ele pode conhecê-lo. Você a viu? Você gostou? Para quem não, eu recomendo. E apenas uma coisa: o fim vai te surpreender.

Em bebês e mais | A realidade de uma mãe exausta e a importância de pedir ajuda em ‘Tully’, o próximo filme de Charlize Theron

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